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APTIDÕES
As
diversas habilidades dessa raça fazem com seja a mais aproveitada para
diferentes atividades e a torna uma das mais populares do planeta. Não
foi à toa que o Pastor Alemão tornou-se um dos cães mais populares do
mundo. Polivalente, ele consegue executar as tarefas mais
diversificadas. Com a mesma facilidade, pode ser treinado para trabalhos
tão diferentes como auxiliar de polícia ou guia de cegos. Pode,
igualmente, adaptar-se tanto à vida no campo como na cidade. É capaz
de correr por áreas extensas e terrenos acidentados, em condições difíceis,
ou de passar a maior parte do dia pacatamente dentro de um apartamento.
Dessa maneira, a palavra mais correta para defini-lo poderia ser
versatilidade. Dono de uma estrutura óssea resistente, de uma
musculatura poderosa e de múltiplas habilidades, o Pastor Alemão está
em primeiro lugar em vários clubes cinófilos do mundo, como na Espanha
(12 mil registros, 15% de todas as raças), na Itália (23 mil / 16%) e
na Alemanha (30 mil registros, 1/4 dos cães do país). Na Inglaterra,
ele ocupa o segundo lugar, com mais de 25 mil exemplares. Nos Estados
Unidos e no Canadá está no terceiro posto, com 78 mil e 8,5 mil
registros, respectivamente. No Brasil, a raça está em quarto lugar,
com mais de 5 mil registros pela Confederação Brasileira de Cinofilia
(CBKC). Entre as características que o tornam famoso, o apego ao dano,
a afetividade e a capacidade de proteção a crianças estão entre os
mais requisitados. Tanto que a raça é uma das mais procuradas como
acompanhante da família. Uma pesquisa realizada em 1986 para Cães
& Cia, apontou-o como "excepcional defensor do dono" (99%
dos 95 cães pesquisados tomaram a iniciativa de defesa, ante a agressões)
e "muito afetuoso", uma vez que 98% deles demonstraram prazer
na companhia dos proprietários, brincando com eles e permitindo afagos.
É preciso destacar, também, seu potencial de guarda. De faro aguçado
e grande agilidade, considerado o cão "policial por excelência",
é largamente utilizado pelas forças policiais do mundo inteiro em
trabalhos tão distintos como a procura de criminosos e o socorro a
feridos. Ele figura em 2º lugar em obediência entre as 133 raças
pesquisadas pelo professor de psicologia canadense e estudioso de
comportamento animal, Stanley Coren, autor de The Intelligence of Dogs.
Também demonstrou ser um dos melhores no aprendizado por conta própria.
Com seu temperamento equilibrado, sabe discernir se uma situação é ou
não de risco. "No Pastor Alemão, adquirem especial importância
as qualidades intelectivas", escreve Fiorenzo Fiorone na Enciclopédia
Canina. Essa capacidade, somada aos atributos físicos - aprimorados
pelos criadores ao longo dos anos - faz dele um dos principais amigos do
homem.
TROTADOR
Quem gosta de praticar esportes, correr, andar, embrenhar-se em trilhas
íngremes vai ter no Pastor Alemão um companheiro de aventuras. Da
mesma maneira, quem precisa de um guardião para áreas extensas, como
fazendas ou indústrias, ou de um auxiliar de busca e salvamento capaz
de entrar em matas fechadas, encontrará nele um aliado. Isso porque o
Pastor é capaz de andar por muito tempo em terrenos acidentados e sob
condições climáticas diversas (sol a pino, chuva, frio) sem se cansar
e sem machucar os pés. Essa movimentação perfeita é resultado de um
cuidadoso trabalho dos criadores, que aperfeiçoaram, na raça, a
capacidade natural de trotar em percursos longos. Um conjunto formado
por três itens - angulação das articulações, resistência dos
ligamentos e musculatura forte - é o responsável por esse bom
desempenho. O Pastor dá passos largos sem sobrecarregar muito o corpo,
o que causa menos desgaste. "Ele é um trotador por excelência",
afirma José Peduti Neto, professor de anatomia veterinária na
Universidade de São Paulo e juiz de todas as raças pelo CBKC. "Não
é por acaso que o padrão é tão detalhado no que diz respeito às
angulações. O Pastor possui metacarpos mais inclinados do que as
outras raças, e isso faz com que ele pareça ter ' molas nas patas
'". A cinóloga Hilda Drummond menciona que o Pastor Alemão fica
com as quatro pernas no ar ao trotar, característica chamada de trote
flutuante ou flying trot. "É a única raça canina com essa
característica", ressalta. Nas provas de resistência organizadas
periodicamente pelos clubes da raça, o Pastor é obrigado a trotar
durante quinze quilômetros, acompanhando o dono, que vai de bicicleta.
Terminando o percurso, o juiz - que os segue de carro ou de bicicleta,
cronometrando a distância percorria - verifica as almofadas dos pés do
concorrente. Sangramentos, por menos que sejam, resultam em reprovação:
significam que os pés foram sobrecarregados por algum problema na
andadura. Em seguida, para checar a resistência do cão, o juiz pede ao
dono que lhe dê uma dezena de comandos. Caso ele não obedeça, é
porque a prova o deixou exausto - motivo mais do que suficiente para a
reprovação. "O Pastor Alemão é perfeito para as atividades físicas.
Tem uma resistência exemplar e porte ideal para acompanhar o homem numa
corrida", diz o treinador - que, para agüentar o ritmo que impõe
os cães, faz natação e musculação além de corrida e bicicleta.
Cansativo? Não. "Reúno o útil e o agradável: minha admiração
pelo Pastor e o prazer dos exercícios físicos", diz.
AGILITY
No Agility, além de um bom desempenho, o que conta é a agilidade física
e mental da raça. Porque não é fácil vencer, a cada prova, vinte
obstáculos diferentes dispostos em seqüências desconhecidas. Mais:
assim que supera um obstáculo, o cão deve ir a outro, e há ocasiões
em que precisa saber qual, entre até três barreiras, é aquela que dá
seguimento à prova. Além disso, quando os objetos não são colocados
frente a frente, ele pode ser obrigado a fazer curvas de 90º a 180º, o
que vai contra seu instinto natural de caminhar em linha reta. E isso
tudo num clima de muita agitação e rapidez, com o cachorro solto, sem
guia, concentrando em subir e descer rampas, dar saltos, passar em túneis,
obedecer aos comandos do dono... Realmente, não é qualquer raça que
consegue assimilar tantas informações ao mesmo tempo, e executá-las
de modo correto. São necessárias, além de agilidade, inteligência,
obediência, velocidade, coragem. Qualidades que o Pastor Alemão tem de
sobra. "Ele assimila depressa a seqüência de obstáculos, e isso
lhe dá uma boa vantagem diante das outras raças", assegura José
Anselmo Alves, que comprou seu primeiro Pastor em 1982 e treina Agility
há sete meses. Para ele, a obediência também faz com que o Pastor se
sobressaia nessa atividade. Afinal, uma das exigências para um cão se
dar bem no Agility é sua capacidade de entender comandos e obedecê-los.
"Assisti a várias provas quando morava na Europa e comprovei que o
Pastor Alemão tem bom desempenho. Entende depressa as instruções, além
de ser veloz e leve para o porte", testemunha Sam Gottlieb, empresário
e organizador de Agility no Parque Ibirapuera. Ruth Hobday, adestradora
e praticante do esporte em Church Stretton, em Shrocshire - Inglaterra,
aponta mais uma qualidade importante na modalidade: "O Pastor salta
muito bem. Está entre os mais ágeis."
POLÍCIA
A raça é a mais adotada pela polícia e pelo exército de todos os países
do mundo. A inteligência e a aptidão física fazem com que ela possa
ser treinada para as mais diversas funções, adquirindo uma concentração
absoluta que a torna muito confiável para esse tipo de trabalho. Um
Pastor Alemão atento a uma busca, por exemplo, jamais sairá à caça
de um animal silvestre. Do mesmo modo, é capaz de compreender um
comando por meio de um olhar. "É o cão mais completo do mundo, o
que exerce suas tarefas com maior responsabilidade", afirma o
sargento Luís Ventura, adestrador há quinze anos no Canil da Polícia
Militar de São Paulo. Ali, a raça compõe a esmagadora maioria - dos
130 exemplares que lá vivem, mais de 100 são Pastores Alemães. Eles são
muito usados no policiamento ostensivo, em especial nos locais onde há
grande concentração de pública, devido ao seu temperamento
equilibrado e à capacidade de discernimento. "O mesmo cão que
ataca sem piedade um assaltante, torna-se dócil quando afogado por uma
criança", explica Ventura. Adestrado de modo a não recear tiros
ou gestos bruscos, ele enfrenta sem medo os bandidos. Parte para o
ataque assim que escuta a ordem de comando. "A maioria dos
criminosos de alta periculosidade não hesitaria em atacar um policial,
mesmo armado. Mas dificilmente encararia um Pastor Alemão", revela
o sargento. Assim, o cão também atua como protetor do policial e
elemento intimidador. Além disso, segundo Ventura, ele é o mais
obediente às ordens, quando comparado a outras raças, e "vale por
dez policiais": "Um ser humano pode hesitar na hora de
investir contra o bandido; um Pastor, nunca." Outra tarefa
executada com sucesso são as buscas em matas, onde é aproveitado o seu
excepcional faro. Quando procura um fugitivo, vai indicando o caminho ao
puxar a guia de seis metros (usada para protegê-lo). No caso de busca a
pessoa perdida, fica solto. Ao localizá-la, late, volta até os
policiais e os leva até o lugar certo. A resistência e a capacidade física
são fundamentais nessas tarefas, particularmente quando realizadas em
locais difíceis. A agilidade para se esquivar de obstáculos também é
importante. A responsabilidade com que o Pastor Alemão trabalha também
lhe dá destaque na busca de entorpecentes. Bom farejador, é capaz de
vasculhar com rapidez uma residência, entrando em cada cômodo, subindo
e descendo escadas, enfiando-se por baixo e por trás dos móveis. Um
comportamento muito diferente do de outras raças, que precisam de estímulos
freqüentes para prosseguir na missão. O faro apurado também o ajuda a
localizar pessoas soterradas a até cinco metros de profundidade.
"Ele é um parceiro e tanto. Ajuda nas rondas e dá cobertura a
nosso trabalho", afirma Ventura.
GUARDA PESSOAL
Para ser um bom guarda-costas, um cão deve garantir proteção ao dono
em locais públicos, sem se lançar a ataques desnecessários. Quando
treinado desde filhote - a partir dos quatro meses, com participação
do proprietário, o Pastor Alemão desenvolve uma intimidade tão grande
com ele, e torna-se tão confiável, que pode atuar solto, além de
entender sinais sutis como um estalar de língua, um olhar, um pequeno
gesto. A um comando desses pode atacar, interromper o ataque, ser
repreendido. Na rua ou no carro, aceita a aproximação de estranhos sem
reagir. Mostra-se indiferente até mesmo se alguém passa por ele
correndo. Mas, caso a pessoa vá na direção do dono, prepara-se
imediatamente para o ataque. E, ao perceber perigo iminente, ataca. A
percepção do perigo torna-se tão aguda que a simples convivência com
o proprietário basta para que ele saiba quando existe de fato alguma
ameaça. Aí, parte para a ação, evitando que o perigo se aproxime.
"O Pastor Alemão é o melhor guarda-costas que conheço",
garante o sargento Luís Ventura. Ele reage rapidamente a estímulos
externos; é capaz de desequilibrar o atacante em fração de segundos.
Isso se deve, de acordo com João Pereira - juiz de treinamento e
proprietário da Siborg, empresa que adestra e aluga cães para segurança
-, à anatomia da raça: "Sua estrutura física foi desenvolvida
para a força de propulsão se concentrar nas pernas traseiras. Às
dianteiras cabe o controle da direção. Isso lhe confere mais
flexibilidade e velocidade na resposta aos estímulos, além de lhe dar
estabilidade em caso de ataque imediato." A precisão dos reflexos
e a rapidez são atributos que tornam a raça ideal para quem vive em
regiões onde a violência é acentuada. Um passeio de carro ou uma
simples ida ao supermercado ganham segurança quando ele está ao lado
do dono. Caso os estabelecimentos proíbam a entrada de animais, não há
problema: quando bem adestrado, o Pastor espera, obediente, do lado de
fora. "Quando eu saía sem cães, fui assaltado e perdi o carro.
Depois que dois Pastores passaram a me acompanhar, nunca mais fui sequer
importunado", garante Pereira. Assaltantes, vendedores em semáforos,
lavadores de párabrisa evitam se aproximar do veículo, porque a
simples presença do cachorro os intimida. "E esse item, o da
prevenção, é o mais importante em se tratando de segurança
pessoal", afirma o adestrador, que mantém exemplares até mesmo no
escritório.
GUIA DE
CEGOS
Uma tarefa dessas exige sobretudo responsabilidade e confiabilidade.
Afinal, ao cão cabe a segurança, a locomoção e em muitos casos a
defesa da vida de um cego. Por isso, não é por acaso que foi o mais
importante cão guia de cegos, suplantado nos últimos anos somente pelo
porte um pouco menor do Labrador, mais adequado ao interior dos lares e
a outros pequenos ambientes. A versatilidade do Pastor fica clara quando
se observa que para guiar um cego são realizadas tarefas bem específicas.
É preciso perceber qual o movimento certo de realizar a travessia de
uma rua ou avenida pelo ruído dos motores dos carros e pela parada do
fluxo de trânsito. Saber impor um ritmo adequado às condições físicas
do cego e caminhar na posição exata que oferece mais segurança: à
esquerda dele e sempre a seu lado. Além disso, o Pastor sabe
"desobedecer" com inteligência, isto é, consegue sobrepor
inteligência a comandos. Digamos que, na calçada por onde ele freqüentemente
passa, tenha sido aberto um buraco. O Pastor é capaz de se desviar do
perigo mesmo que o cego insista em ir em frente. E, por ser forte,
consegue "puxar" uma pessoa adulta, livrando-a desse e de
outros tipos de riscos. Neste aspecto, o Labrador leva uma pequena
vantagem, pois apesar de ser menor é mais pesado que o Pastor. Michelle
Drolet, conselheira da Seeing Eye, entidade norte-americana fundada em
1929 para a criação e o adestramento de cães-guias, proprietárias de
Pastores Alemães há 22 anos, aprecia essas qualidades na raça. Conta
que várias vezes, distraída, começava a atravessar as ruas. "Mas
Juliet, minha cadela, me puxava com força e fazia com que eu voltasse
rapidamente para a calçada. "Em meio a uma multidão, por exemplo,
os Pastores avançam assim que percebem uma brecha", assegura.
"Para mim, que tenho um temperamento forte, cachorros atentos e
corajosos são essenciais na condução do cego". O economista Luiz
Alberto de Carvalho e Silva, diretor da Associação Brasileira de Cães
Guias para Cegos, que durante doze anos foi conduzido por um Pastor
chamado Führer, considera a raça especial. "Em nossas caminhadas,
eu costumava parar em um bar para comprar cigarros. Ele percebeu isso e
se detinha diante do local mesmo quando eu não precisava de maço
algum", conta. Certa vez, num passeio num parque, um Fila soltou-se
do dono e avançou na direção de Silva. Führer agiu depressa: pulou
no pescoço do agressor e o derrubou, colocando-o de cabeça para baixo
e subindo em cima dele. O curioso foi que ele fez isso ainda preso na
guia, cujo comprimento não ultrapassava um metro e meio. Führer foi
treinado também para a guarda. Mas silva considera inadequado esse
duplo treinamento. "O cão guia deve comandar e o guardião deve
cumprir ordens, comportamentos opostos que irão dificultar o desempenho
como guia de cegos." Inteligência e senso de direção também são
importantes. "Uma vez saímos no carro de um amigo Führer nunca o
tinha visto. Visitamos uma exposição e na volta, quando dei o comando
'carro', ele me conduziu diretamente ao veículo", diz o
economista.
APARTAMENTOS
Apesar do tamanho, o Pastor Alemão se dá bem em apartamentos. Zelma
Acosta Rubia, por exemplo, criou dois exemplares, durante dez meses, num
apartamento pequeno em Lima, no Peru. Ela conta que, ao ver a porta
mordida, tratou de comprar ossos, bolas, e passou a chamar a atenção
de seus Pastores. "Como são muito inteligentes, logo aprenderam
que não deviam mastigar móveis e objetos. Contentavam-se com seus
brinquedinhos". Maria Augusta da Costa Aguiar, também proprietária
de dois Pastores, encontrou outra solução: tirar as pelas mais frágeis
do alcance dos cães. As duas comentam que eles gostavam de ficar à
janela, apreciando o movimento da rua, e só latiam quando percebiam
algo de anormal. Para evitar pêlos espalhados pelos ambientes, faziam
escovações diárias. E mantinham as portas internas abertas à noite,
para que os cachorros pudesse se movimentar durante a madrugada.
"Eu só mantinha fechadas as da cozinha e do banheiro, para evitar
que abrissem armários em busca de comida e que bebessem a água do vaso
sanitário", explica Zelma. Os passeios eram feitos pela manhã, na
hora no almoço (e/ou no fim da tarde) e à noite. Com duração de
trinta e quarenta minutos cada um, serviam para que os Pastores
exercitassem a musculatura e gastassem energia. Hoje, as duas moram em
casas, mas a rotina não foi muito alterada. Os cães, embora gostem de
brincar no quintal, preferem permanecer na área interna das residências.
"Eles ficam a maior parte do tempo a meu lado, principalmente
quando vejo televisão. A única coisa que mudou foi o número de
passeios. No apartamento, eu saía quatro vezes por dia. Na casa, basta
um", finaliza Maria Augusta.
SAÚDE
Com exceção da displasia coxofemoral, não há problemas sérios que
abalem a saúde dos Pastores Alemães. Mesmo assim, a incidência da
displasia vem diminuindo nos últimos dez anos, afirma Juan Claudio
Martin, veterinário e criador da raça. "Hoje há medicamentos
importados que funcionam como 'óleos lubrificantes' nas articulações,
reduzindo a dor", explica ele. Dermatites seborréicas também são
comuns, por causa do pêlo longo. Mas tratamentos à base de xampus
medicinais resolvem. Problemas de aprumo costumam ocorrer em exemplares
que ingerem rações de categoria inferior e suplementos vitamínicos
que oferecem excesso de cálcio. Outra causa diz respeito ao lugar onde
os Pastores são criados. Quando os pisos são lisos, eles são
obrigados a se curvar e isso prejudica os metacarpos. Uma alimentação
saudável e um chão áspero previnem o problema. Os exercícios são
fundamentais. Quem não tem quintal grande deve levar o Pastor para
passear ao menos uma hora por dia, além de jogar bola, atirar gravetos,
andar de bicicleta ao lado dele. Cães de exposição exigem treinamento
específico, que inclui trote, subida de ladeira, natação e tração.
Mas antes de um ano de idade não devem ser forçados, respeitando-se o
ritmo natural deles (por exemplo, limitar o treinamento a duas vezes por
semana, de 15 minutos cada). A higiene é mantida com uma escovação diária,
no máximo. Os banhos podem ser quinzenais no verão e mensais no
inverso. Uma boa medida é passar na pelagem, a cada três ou quatro
dias, uma toalha embebida numa solução de água, álcool e vinagre
(uma parte de álcool e uma de vinagre para vinte partes de água).
Devem-se examinar as orelhas com freqüência e limpá-las ao menos uma
vez por mês. |